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:: Quinta-feira, Julho 29, 2004 ::
Perdoem-me os amigos, mas estou atarefada com novas atribuições na faculdade. Por isso tenho postado pouco, infelizmente. E hoje, quando iria postar mais um dos Pensamentos Sem Luz Alguma, a imagem não entrou de jeito nenhum. Só aquela imagem, não sei porquê. O arquivo é JPG, tudo certinho. Fiz uma experiência: outra imagem entrou na hora, mas aquela não...
Coisa voluntariosa, o computador.
Vai aqui então um outro poemeto que incluí na série referida.
PENSAMENTO SEM LUZ ALGUMA - IV
Mulher de 40
Era uma vez uma banheira
cor-de-rosa e vazia.
Era uma vez um encontro
que eu ia,
mas não fui.
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:: 10:58 AM [+] ::
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:: Quinta-feira, Julho 22, 2004 ::
Um belo dia eu estava folheando um livro de Direito de meu irmão mais velho. A obra era a respeito de leis antigas. De repente, por puro acaso, li um trecho mais ou menos assim:
Na França, nos tempos de reinado, havia uma lei que dava a maioridade para o príncipe herdeiro aos 14 anos se não houvesse nenhum parente próximo maior de idade para assumir como regente; um outro príncipe de linha não-dinástica teria ascendência sobre outros pretendentes à Regência.
Opa!! Pensei logo. Este foi o cerne da questão da maioridade de Pedro II aqui no Brasil!
Uma pergunta que eu sempre me fazia (desde a 5° série, pessoal) era: por que aos 14 anos? Por que não aos 13 ou aos 15? Haveria uma razão?
E houve. Desenterraram essa antiga lei francesa para aplicá-la aqui. Os partidários da sua maioridade tinham esta lei como exemplo.
Mas os livros de História nunca disseram nem isto, nem nada. Os autores nunca toparam com um livro de Direito antigo pela frente... E nem pesquisaram... Não se interessaram, e ainda acham que criança passa tudo por cima... Pois não passa, não. Há muitas perguntas sem resposta porque não há informação adequada. Ou pesquisa bem feita. Ou alguns felizes acasos, como este.
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:: 6:29 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Julho 19, 2004 ::
Só uma informaçãozinha a respeito do post do dia 18 de junho, em que narrei o trifofó que deu a estátua do Zumbi e a empáfia daquela "igreja"... "evangélica".
O mais famoso representante político da raça negra na política, o Gilberto Gil, não veio - como estava previsto - inaugurar a estátua. Ele disse que tinha outros compromissos e não podia vir.
Belos Zumbis corajosos nós temos.
Ou zumbis com "z" minúsculo??
Ainda essa "religião" mencionada: sabem que essa seita tem faculdades de psicologia só para "curar" seus membros? E que têm uma lista de procedimentos do paciente só para ver se ele está mesmo com algum problema psicológico ou se está possuído pelo demônio? Um casal de psicólogos amigos meus me informaram desse desplante.
E tem gente que aceita, isso é que é o pior.
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:: 4:11 AM [+] ::
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:: Terça-feira, Julho 13, 2004 ::
Uma das coisas mais chatas na transmissão de cultura é colocar num site um quadro sem citar o autor. Desrespeito total. Pois este aqui é pintura representando D. João VI, mas o referido site não menciona o pintor. E se este é desconhecido, a informação deveria estar assim: D. João VI, de pintor anônimo. Nem isso.
E tudo em nome da cultura...
Os livros escolares estão cheios dessas ilustrações sem informação devida. Informações falhas, História mal contada, direções ideológicas... Por exemplo: logo após a 1ª Guerra Mundial, o foco dos historiadores estava nos feitos heróicos e datas de batalhas; após a 2ª, o ódio e a revolta deram forma a livros narrando as lutas de classes. O quem será que está na moda agora?
Parece que a preocupação com as cabecinhas em formação vem em último lugar. Eu costumo dizer que o principal, na escola fundamental, é fazer a criança gostar de seu país: se você diz a uma criança de 5 anos que a mãe é uma vagabunda alcoólatra, ela vai crescer utilizando a sua revolta como muleta para suas traquinagens; se você apresenta os problemas familiares a uma pessoa adulta é outra coisa, pois esta vai se sentir forte para tentar ajudar no que for possível.
Acontece o mesmo com as informações sobre a Pátria/Mátria/Frátria, porque a emoção é a mesma.
Problemas brasileiros são coisas de adultos, não de crianças. Sabem que até no Catecismo meus filhos aprenderam sobre luta de classes? Pois é... Deus, mesmo, ficou de fora...
Então vamos lá: apresentaram aos brasileiros uma Família Real como um misto do humor negro dos programas da TV Pirata e o humor suburbano de A Grande Família, concepção que é resquício de uma antiga aversão por aquela forma de governo quando, no século XIX, a República estava em moda. Continua na moda, sem as soluções que a mágica mudança de nome traria ao povo brasileiro. Independentes, nós?
Ah, o que não se faz em nome da esperança...
Nós todos lemos que D. João elevou o Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves para regular sua posição no Congresso de Viena. Mas não é só isso, moçada.
Pense bem: D. Maria I estava velha, demente e doente e, já que D. João (seu filho e Regente) não queria, por vários motivos, ser coroado em Portugal, teria de sê-lo aqui na nossa terrinha. Mas um Rei não pode ser coroado numa colônia, pois seu entronamento seria inválido. Fomos elevados a Reino Unido em dezembro de 1815, D. Maria faleceu em março de 1816. E D. João pôde, assim, ser legalmente coroado aqui porque com a elevação a Reino Unido passamos a ser politicamente aptos a ser sede de governo.
Os livros escolares, hoje, colocam esta possibilidade de pensamento político no papel? Ou continuam a repetir os anos 70?
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:: 11:16 AM [+] ::
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:: Sábado, Julho 10, 2004 ::
Depois do irônico pensamento sem luz abaixo, em que a "pena" visualizada é o símbolo da vaidade (do amigo que a proclama, claro), só me resta dizer que Deus me livre desses amigos que nos consolam pensando "antes ela do que eu".
E parabéns a São Paulo nesta comemoração do dia da Revolução Constitucionalista. Ainda bem que temos História, mesmo que mal contada, mal saboreada. Estamos no país do esquecimento, essa ilusão de sermos Xanadu. Onde até o politicamente correto é copiado da nossa Metrópole.
Lembro-me de uma fala da peça Zumbi, do Gianfrancesco Guarnieri, em que Lima Duarte diz: Não é aqui que as soluções serão resolvidas. É lá!... Na nossa metrópole... Na nossa Mãe Pátria!... E aponta para cima.
Ah, se este nosso país fosse mesmo civilizado e independente, ninguém nos seguraria. Seríamos os melhores, sem sombra de dúvida. E enquanto amargamos nossa falta de memória e nosso desamor-próprio, é bom que se diga que somos o país que tem o folclore mais rico DO MUNDO... e só propagamos (aos quatro ventos, por sinal) o maldito Carnaval.
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:: 1:49 AM [+] ::
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:: Quarta-feira, Julho 07, 2004 ::
Pensamento sem luz alguma - III
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:: 10:25 PM [+] ::
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