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:: Sexta-feira, Setembro 30, 2005 ::
MÁSCARAS ESQUIMÓS - SÉC. XIX
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Mas olhem só, raciocinem comigo. Não foram só as máscaras africanas que passaram a ser veiculadas na Europa no final do século XIX e início do XX...
Estas máscaras esquimós aqui acima os europeus e norte-americanos conheceram a partir do final do século XIX...
Será que Picasso as viu? Sabe-se que as máscaras africanas influenciaram seu trabalho numa determinada época...
E estas máscaras aqui?!? Não teria acontecido o mesmo?
Um caso a pesquisar...
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:: 11:12 AM [+] ::
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:: Sábado, Setembro 24, 2005 ::
Hoje não há assunto específico. Há, sim, alguns trancos do cotidiano e um tanto de pequenas vitórias, um tanto num prato, um tanto no outro prato da balança. Ora um vence, ao fim da semana, ora outro.
Na quinta-feira passada, aproximadamente às 20 horas, os professores foram informados que um nosso aluno de 20 anos acabara de suicidar-se em sua casa.
Enforcou-se.
Depressão é um sentimento avassalador, mesmo. Uma pessoa em depressão não quer exatamente morrer; quer, isso sim, acabar definitivamente com a dor.
Os artistas têm algo dessa urgência. Por isso criam. A negação ao artista da possibilidade de exercitar sua alma criativa é sua condenação a uma morte lenta.
Por isso, amigo, se você tiver essa ponta de angústia, é certo que o seu processo criativo o traria de volta ao otimismo e bom-humor.
Cante, pinte, faça tapeçaria, tenha uma coleção de alguma coisa, toque um instrumento, escreva, borde, componha!
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:: 6:10 PM [+] ::
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:: Sexta-feira, Setembro 16, 2005 ::
FÁBIO CARVALHO
Vi na TV, há uns dias, Caetano Veloso dizer que a partir dos anos 70 nós começamos realmente a gostar das coisas. Não sei se a afirmação é dele ou se estava, por sua vez, citando alguém, mas é uma das frases mais geniais que ouvi para explicar globalmente todos os movimentos artísticos pós-modernistas. Outro documento importante para tal entendimento é uma cena no filme Beleza Americana em que o rapaz passa o filme em que captou, num canto de parede, uma sacola de supermercado dançando ao vento.
Gostar das coisas.
Fábio Carvalho é um artista contemporâneo competente, da melhor safra. Artista sensível que utiliza não só seu desenho (figura 3) mas também o computador (como nas figuras 1 e 5) , as embalagens (como as colagens dos códigos de barra de todos os produtos que consumiu no ano de 1999, na figura 4), os efeitos (como o dos fósforos queimados sobre tiras de papel na figura 2).
O trabalho The sound of music me tocou profundamente. Pena que a reprodução está pequena. É a condensação de toda a partitura em um só compasso.
Para que você possa ver biografia, seu enorme currículo e outros trabalhos que também mexeram com minhas emoções, vá até o site dele:
www.fabiocarvalho.art.br
1) 123 pessoas inexistentes - 1994
2) Diário queimado - 1999
3) Mapa mudo 16 - 1999
4) Código genérico - 2000
5) The sound of music - 2005
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:: 10:51 PM [+] ::
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:: Domingo, Setembro 11, 2005 ::
São José
Eis uma piadinha que ouvi há muito. É daquelas meio sem-graça, mas exatamente por isso é engraçada.
Os reis magos, em toda a sua pompa e circunstância, vieram até a manjedoura no estábulo onde estava o Menino Jesus. Trouxeram presentes e, o principal, sua fé e lealdade ao Menino-Deus que nascera.
Mas à porta do estábulo, sentado num tronco, lá estava São José sozinho e com uma aparência extremamente triste.
Os reis magos entraram, prestaram honras ao Menino e sua Mãe, deram os presentes e, à saída, foram ter com São José.
E dirigiram-lhe a palavra:
- Mas, homem, como é que você está aí tão macambúzio, tão cabisbaixo, tão triste?!? Sorria!! Alegre-se!! Afinal, nasceu o nosso Salvador, o Filho de Deus, o Herdeiro do Trono Celeste, nasceu o verdadeiro Leão de Judá!!!
E São José, num esforço quase confessional, aprumou-se, deu um suspiro profundo e respondeu:
- Eu queria uma menina...
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:: 5:09 PM [+] ::
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:: Quarta-feira, Setembro 07, 2005 ::
FUTURO?!?
Mendigo e Ladrão - desenhos meus
Há dois dias atrás entrei na padaria. Comprei pão, pó de café e dirigi-me à fila do caixa. Foi aí que ele me abordou a primeira vez; era um menino de cerca de dez anos. Cara de menino esperto, inteligente, bem vestido (casaco bom, tênis novinho etc). Mulato quase negro - e digo isso não como racismo, mas para passar uma foto mental mais ou menos precisa. Até porque há tantos pedintes de cor branca quanto de cor escura . Pedinte, sim.
- Ô dona, me dá uma moeda?
- Não tenho, menino.
E lá vem o dono da padaria espantar o garoto que, pelo visto, era freguês habitual do pessoal da fila.
A fila andou. Paguei e recebi, é claro, algumas moedas como troco. O garoto, como gato, fingiu que foi mas não foi. Lá estava ele rondando o caixa.
- Dona, me dá uma moeda?
-Não, menino, não dou não. Você não tem vergonha não, menino, de virar mendigo?
E aqui vem o bordão atual mais pernicioso na sociedade brasileira:
- É melhor pedir do que roubar...
Como o sangue quase ferve nessas horas, fiz o meu discursinho também:
- Então vai ser esse o seu futuro, menino? Vai virar mendigo ou ladrão? VAI ESTUDAR!!
E a resposta do garoto escolado em coisas outras já vem na ponta da língua:
- Eu estudo se eu quiser.
Ainda repeti, na saída da padaria: VAI ESTUDAR!!!
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:: 10:38 AM [+] ::
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:: Sábado, Setembro 03, 2005 ::
Ai, que antipatia eu tenho dessas coisas laite...
... e dáiete...
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:: 6:11 PM [+] ::
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