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:: Sexta-feira, Janeiro 27, 2006 ::

Pois é, as férias estão-se acabando. Último fim-de-semana...
E eu aqui, atravessada por um problema na coluna que ocupou todo o meu tempo de férias. QUE PORRE!!!

E ainda estou meio presa por conta de encanador e trabalhadores que estão colocando gás encanado aqui em casa.
Férias mesmo? Só o fim-de-semana que passei em Angra dos Reis na casa de minha filha.

Meu projeto de arrumação de estantes e armários ficou adiado por conta destas minhas costas doloridas.

Um novo ano pedagógico, meu Deus... Se bem que no Brasil as coisas realmente só aconteçam após o ruidoso e chato carnaval, que para mim só vale mesmo pelo feriadão. Nem desfile de Escola de Samba eu vejo mais. Tudo igual...
Honra seja feita para os carros alegóricos. Acho um desperdício os carros serem desmanchados após o desfile. E ninguém ainda se habilitou para fazer um documentário (ou um longa-metragem mesmo) sobre a feitura desses carros, ou de um desses carros, acompanhando sua construção o tempo todo, desde o início, até o carnaval.
Ah, se aqui fosse país de primeiro mundo já teriam feito isso várias vezes.

Dia desses assisti um documentário japonês sobre bambus. Lindo trabalho. Acompanharam a plantação e a vida das pessoas de lá através das quatro estações. Lindo, mesmo.
Por que não fizemos ainda NADA parecido?!?
Na verdade, honra seja feita para Joãozinho Trinta. O desfile dos "Miseráveis" com o Cristo Redentor mendigo foi algo muito mais que espetacular. Quem viu nunca mais esquece.
A trajetória do Joãozinho Trinta é mesmo de arrasar quarteirão: ele começou com o luxo extremo nas Escolas, e quando todas as outras imitaram e acompanharam aquele luxo todo ele faz os "Miseráveis" entrarem na Avenida. E atrás da Escola o povaréu invadiu dançando, rasgando-se para que, mendigos, pudessem acompanhar o cortejo.
Nunca mais vou ver coisa igual.
A mesma sensação tenho quando vou ver peça de teatro. Depois que assisti nos anos 60 o pessoal do TUCA no original encenando "Morte e Vida Severina", qualquer peça fica meio bamba. Saio delas - por mais que tente não pensar assim - com o pensamento: É... Legal, a peça... Mas não chega perto de "Morte e Vida Severina"...

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:: Quinta-feira, Janeiro 12, 2006 ::


Muitos de vocês já conhecem este cartão que meu filho Lúcio criou para mim num belo Dia das Mães. Uma colagem emocionante feita à mão mesmo, sem computador, e que diz muito sobre mim: a voz, o silêncio. Não sei de onde ele tirou esta imagem, mas fiquei impressionada com a sua sensibilidade de juntar a ela um texto tão forte.
E a própria imagem já diz tudo!!
A mão em gesto de quebradiço fechamento e defesa. O grande xale vermelho, instrumento indispensável nos meus invernos, foi feito de crochê pela minha mãe quando eu estava grávida dele, Lúcio. Xale - o elemento antigo que fazemos questão de guardar, de usar em casa. É o tal substrato dessa mistura que todos temos da Ibéria: de Portugal, dos ciganos, das janelas antigas.
Eu ADORO este cartão.

Estou dizendo estas coisas porque é tempo de pensar nas minhas coisas.

Estou dizendo tudo isto porque aviso aos navegantes (Alvíssaras, meu Capitão!!) que
ESTOU DE FÉRIAS!!!


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