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:: Quinta-feira, Junho 29, 2006 ::

OLHE SÓ O QUE EU ACHEI





Dentro de um velho livro da década de 40 achei este panfleto do Colégio Assunção (frente e verso). O panfleto fala por si.
Coloco aqui para que algum estudioso de plantão possa se servir dele para alguma pesquisa que precise fazer...
Desculpem o tamanho, mas só assim as letrinhas ficam mais visíveis...
E retomando o assunto validade ou não da carta da Princesa Isabel, cá está o que eu disse antes: as palavras Pai e Mãe (Pae, no século XIX) eram escritas com inicial maiúscula até a metade do século XX.

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:: Quarta-feira, Junho 21, 2006 ::
SAUL BASS (1920/1996)


Designer gráfico que revolucionou a arte de apresentar um filme através de seu cartaz. Nascido no Bronx, Nova York, Saul Bass começou a estudar arte muito cedo. Em 1936 ganhou bolsa de estudo para a Art Student's League em Manhattan. E depois de trabalhar como assistente no departamento de arte no escritório novaiorquino da Warner Brothers, entrou no Brooklyn College para estudar design gráfico com o designer Gyorgy Kepes, que trazia com ele influência da Bauhaus. Depois de um período como designer free lance, mudou-se para Los Angeles e em 1950 abriu seu próprio estúdio, o Saul Bass & Associates. O primeiro cartaz de filme feito por ele foi o de Carmen Jones, de Otto Preminger, em 1954, ano em que fez cartazes para outros filmes. Mas foi com o cartaz de O homem com braço de ouro (1955, direção de O. Preminger) que Saul Bass marcou época, com seu ousado desenho contundente em preto-e-branco remetendo-nos a um solo-metal de jazz. O desenho foi aproveitado para a abertura do filme, provando que esta pode e deve mostrar a força e a significância do tema abordado.
Além de cartazes de filmes, Bass fez inúmeros desenhos gráficos para importantes companhias norte-americanas. Nos cartazes, sua característica mais marcante é naqueles em que utiliza menos elementos para apresentar o filme, centralizando o tema e dando a este o impacto necessário ao interesse do espectador.
Seus trabalhos mais recentes foram os cartazes de A era da inocência, A lista de Schlinder, O Cabo do medo - entre outros.





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:: Segunda-feira, Junho 12, 2006 ::
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Hoje recebi por e-mail um texto amargo e desesperado do João Ubaldo Ribeiro a respeito da tontura de ser brasileiro hoje dentro desta máquina sócio-política-econômica falida da qual fazemos parte. Solução sugerida por ele? Que nos conscientizemos de que nós somos o país e responsáveis por quem quer que coloquemos no governo.

Não adianta, João Ubaldo, não adianta mais nada. Somos a demolição do Palácio Monroe, a cobertura das Sete Quedas, a Taça Jules Rimet derretida.

A Taça Jules Rimet derretida é o símbolo do que deixamos de ser.

Não adianta que perhaps ela tenha sido falsa e que a verdadeira anda por aí num cafofo qualquer. Nós fomos derretidos mil e uma vezes, remoldados mil e uma vezes, espoliados mil e uma vezes. Mil e uma vezes nos disseram que brasileiro é assim mesmo, que brasileiro dá um jeitinho, que somos um povo aberto e hospitaleiro, que não somos honestos por natureza... Mil e uma vezes fomos enganados, roubados, empobrecidos, maltratados, desaculturados.
Mil e uma vezes fomos derretidos. Melted. Kaput.
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:: Quinta-feira, Junho 01, 2006 ::
LEDA E O CISNE


A lenda de Leda e o Cisne conta a poética façanha de Zeus que, para atrair Leda, bela princesa recém-casada com Tíndaro, herdeiro do trono de Esparta, transforma-se em um lindo cisne branco que, aproximando-se da jovem, acasala-se com ela. Leda dá à luz dois ovos: num deles, Helena e Castor; noutro, Clitemnestra e Pólux. Tíndaro adotou os filhos de Leda como seus.
O tema foi largamente utilizado no mundo da arte. Os exemplos abaixo ilustram concepções diferentes desse envolvimento mágico. Quem quiser passear por várias variações do tema, clique aqui. Alguns são meio grotescos, e nem sempre há indicação do autor da obra.
Escolhi três passagens no tratamento do feminino: no primeiro, cópia de original perdido de Leonardo da Vinci (c. 1505). No segundo, escultura de Bartolomeo Ammanati (1566). No terceiro, desenho de autor não-identificado e não-datado, mas seguramente contemporâneo.
Na primeira obra, um certo ar espiritual emana da relação; na segunda, a paixão terrena é clara entre os amantes; na terceira... bem...



Interessante é como o o autor contemporâneo coloca a mulher de hoje... É assim que os homens em geral nos vêem agora?

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